ORDEM 1ª DE SÃO CIPRIANO PROTETOR

Somos uma Ordem Fraternal, Filosófica e Social, com o objetivo de compartilhar novos conhecimentos sobre a "arte", composta por homens e mulheres que congregam ideias construtivas, como a fraternidade, igualdade e liberdade.
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domingo, 13 de setembro de 2015

O Circulo Mágico...

O Circulo Mágico
O Círculo Mágico é usado por Magos e Bruxos de maneiras diferentes. Magos o utilizam para que mantenham entidades e espiritos do lado de fora, de forma a manter a segurança do mago. Já na Wicca é usado para manter a energia gerada durante um ritual ou feitiço dentro do círculo e para manter energias distintas do lado de fora, neste conceito o círculo não é usado para proteção mas para concentrar a energia gerada pelo Bruxo ou Coven.
A Wicca é uma religião diferente da grande maioria. Por seu caráter iniciático e sacerdotal, possibilita assim ao praticante uma conexão com o divino sem o intermédio de outrem, ou seja, sem o intermédio de Mestres ou "Papas". Também não possui templos sagrados, construídos com pedras pelas mãos do homem ou de qualquer outro material. Nosso grande templo sagrado seria o Universo, sendo nossa casa o Planeta Terra. Mas nossos deuses não se manifestam em qualquer espaço, para isso fazemos uso do Círculo Mágico.

A Magia Cerimonial - Definição


Definição
Segundo os ocultistas, Magia Cerimonial é a arte de invocar e controlar espíritos por meio da aplicação de certas fórmulas. Abrange vários sistemas mágicos e é constituída de Rito e Ritual.
O Rito abrange todos os elementos integrantes do cerimonial, bem como a parte gestual e a localização de cada objeto que tomará parte na operação.
O Ritual vem a ser a parte falada do cerimonial, onde se incluem todas as invocações, evocações, conjuros, preces e orações proferidas pelo mago e/ou magista.
Na Magia Cerimonial, as hierarquias de “Poder”, têm que estar bem definidas, orquestradas, paramentadas, documentadas e praticadas. Os materiais ritualísticos atuam, mas só tem validade se corresponderem ao estado íntimo adquirido. Assim, cada instrumento exterior (seja o bastão, a espada, o Tetragramaton, o Pentagrama e outros) torna-se um meio de catalização da força íntima desencadeada.
É na Magia Cerimonial que o mago opera com o Círculo Mágico, um grande Pantáculo em que são reunidas as forças que entrarão em sintonia durante a operação. Dentro do Círculo Mágico estarão todos os elementos pertinentes à operação em questão, todos os seres luminosos afins que, canalizados e catalisados pela força do mago, garantirão a eficácia do trabalho.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A Bruxaria Moderna...


Vamos conhecer um pouco sobre a “Bruxaria moderna”.
Bruxaria moderna é considerada pela maioria das tradições feiticeirais como um sinônimo para as surgidas embasadas ou a partir da fundada por Gerald B. Gardner, por vezes considerada sinônimo de Wicca, muito embora Raven Grimassi, referência mais conhecida da stregheria (bruxaria italiana), considere Charles Leland o pai da bruxaria moderna.
Ainda que supostamente iniciado por bruxas tradicionais, Gardner juntou, junto aos conhecimentos que elas teriam lhe passado, simbólicas e práticas ritualísticas de Alta Magia, bem como o princípio ético formulado pelo controverso ocultista Aleister Crowley .
Quando falamos de “Bruxaria Moderna” Pensamos mais diretamente na Wicca, por tanto vamos conhecer melhor essa tradição.
Bruxaria moderna é considerada pela maioria das tradições feiticeirais como um sinônimo para as surgidas embasadas ou a partir da fundada por Gerald B. Gardner, por vezes considerada sinônimo de Wicca, muito embora Raven Grimassi, referência mais conhecida da stregheria (bruxaria italiana), considere Charles Leland o pai da bruxaria moderna.
Ainda que supostamente iniciado por bruxas tradicionais, Gardner juntou, junto aos conhecimentos que elas teriam lhe passado, simbólicas e práticas ritualísticas de Alta Magia, bem como o princípio ético formulado pelo controverso ocultista Aleister Crowley
Os fundamentos filosóficos e religiosos da wicca resgatam crenças e rituais praticados pelos celtas, que eram habitantes da Inglaterra, da Irlanda e do País de Gales. Aquela civilização enxergava a vida sob uma ótica mágica. 
Os homens se dedicavam à caça e à pesca enquanto as mulheres, além de gerenciar a vida doméstica, eram grandes sacerdotisas e xamãs, detentoras do poder religioso. O respeito ao feminino estava diretamente ligado aos mistérios da procriação, uma vez que os varões ainda não tinham associado o ato sexual à concepção e, portanto, entendiam a chegada dos bebês como uma encomenda divina.
Com o advento do patriarcado e a tomada de consciência do poder reprodutor masculino, o culto à Deusa Wicca e aos valores femininos passou a ser severamente reprimido - basta lembrar a caça às bruxas na Idade Média. 
Seguidores e estudiosos da wicca creditam a perda de prestígio e de validação social e espiritual da mulher à ascensão do cristianismo e sua crença num Deus masculino e soberano. 
Para se ter ideia, na Inglaterra e em outros países europeus, as últimas leis contra a bruxaria foram revogadas somente em 1951.

A Magia nos Dias Atuais...



E assim a tradição chegou aos dias de hoje, mais valorizada que nunca, sobretudo pelos jovens. O número de convertidos vem crescendo nos últimos 15 anos, sendo o Brasil uma das principais vozes do movimento pagão mundial. Tal interesse se explica, segundo Prieto, pelo fato de que o planeta atravessa um período de enaltecimento da ampliação não só das consciências ética e espiritual como também do autoconhecimento, o que resulta em maior respeito à diversidade, à igualdade, à cidadania e ao meio ambiente - todas essas diretrizes preconizadas pela wicca. "As minorias se identificam com essa religião porque se sentem acolhidas. Aqui não há preconceito de espécie nenhuma", ele destaca, e enfatiza: "Nosso único dogma é: `Faça o que quiser, desde que não faça mal a nada nem a ninguém".
É por isso que o cerimonial wiccaniano reverencia, por exemplo, a passagem das estações do ano ao longo de oito celebrações, os sabbats solares, bem como a entrada de cada lua cheia nas festividades chamadas esbats lunares, além de plantios e colheitas. Os adeptos também se valem de formulações à base de óleos e ervas destinadas à cura do corpo e às demandas do espírito, rotina denominada magia natural, cujo objetivo é purificar o ser e os ambientes, assim como direcionar o foco interior para a realização de propósitos dos mais diversos, por meio da emanação de energia, sentimento e intenção.
No dia a dia, os pagãos se mantêm sintonizados com o divino e com as forças da natureza em tempo integral. Isto é, quem cultua a Mãe Terra vislumbra sua presença e sabedoria em tudo: nas lunações, nas árvores, em rios, mares, pedras, animais e também dentro de nós, crias dessa potência geradora da vida. Em termos práticos, o poder do feminino - presente nos homens também, é bom lembrar - se traduz pela capacidade de criar, intuir, nutrir, transformar, moldar e acolher, mas, ao mesmo tempo, desafiar, ensinar e se posicionar, como expõe a educadora Jussania Peres, sacerdotisa da Tradição Diânica Nemorensis - ramo da bruxaria que admite sacerdotes de ambos os sexos - e facilitadora do grupo Encontros com a Mãe Terra, ao lado da estudante de psicologia Jennifer Santos e da assistente social Julia Gouveia, também sacerdotisas da mesma linhagem, de São Paulo.
No entanto, apesar de pulsar em cada mulher, a força da Deusa pode estar adormecida, 
"A maioria ainda se encontra ferida, reprimida, contida, alheia ao próprio poder, uma vez que ele foi embotado ao longo da história pelo domínio masculino". Outro desajuste muito comum, diz respeito ao enrijecimento frente às cobranças do mundo corporativo e também devido à disputa de poder dentro dos relacionamentos conjugais. Polarização esta que afasta a mulher do seu potencial criativo, agregador e intuitivo, mas que é perfeitamente reajustável. 
"Como sacerdotisas, somos as guias, aquelas que mostram o caminho para que a mulher possa se apoderar da sua essência e, com isso, desabrochar, libertando-se da tendência a depender da validação de referências externas". 
O despertar pode se iniciar por meio da leitura de obras relacionadas ao tema, da visita a rituais públicos ou por meio da adesão a círculos de mulheres, como o promovido pelo trio. "Nos Encontros com a Mãe Terra, acessamos o poder da Deusa de formas lúdicas, meditativas e reflexivas".
As iniciadas garantem: a exemplo da Mãe primordial, sempre é tempo de semear e renascer.

Quem foi São Cipriano...


É claro que todos já ouviram falar de São Cipriano e até conhecem um pouco da sua história, sua grande fama de feiticeiro, seu embate com o "Diabo" e até sobre sua conversão ao cristianismo quase no final da sua vida...
Mas de qualquer forma vamos contar aqui um pouco dessa história.
A história de São Cipriano - O Feiticeiro - confunde-se com um outro célebre Cipriano imortalizado na Igreja Católica, conhecido como Papa Africano.
Apesar do abismo histórico que os afasta, as lendas combinam-se e os Ciprianos, muitas vezes, tornam-se um só na cultura popular. É comum encontrarmos fatos e características pessoais atribuídas equivocadamente. Além dos mesmos nomes, os mártires coexistiram, mas em regiões distintas.
Cipriano – O Feiticeiro - é celebrado no dia 2 de Outubro.
Foi um homem que dedicou boa parte de sua vida ao estudo das ciências ocultas. Após deparar-se com a jovem (Santa) Justina, converteu-se ao catolicismo.
Martirizado e canonizado, sua popularidade excedeu a fé cristã devido ao famoso Livro de São Cipriano, um compilado de rituais de magia.
A fantástica trajetória do Feiticeiro e Santo da Antioquia, representa o elo entre Deus e o Diabo, entre o puro e o pecaminoso, entre a soberba e a humildade. São Cipriano é mais que um personagem da Igreja Católica ou um livro de magia; é um símbolo da dualidade da fé humana.
O Feiticeiro
Filho de pais pagãos e muito ricos, nasceu em 250 d.C. na Antioquia, região situada entre a Síria e a Arábia, pertencente ao governo da Fenícia. Desde a infância, Cipriano foi induzido aos estudos da feitiçaria e das ciências ocultas como a alquimia, astrologia, adivinhação e as diversas modalidades de magia.
Após muito tempo viajando pelo Egito, Grécia e outros países aperfeiçoando seus conhecimentos, aos trinta anos de idade Cipriano chega à Babilônia a fim de conhecer a cultura ocultista dos Caldeus. Foi nesta época que encontrou a bruxa Évora, onde teve a oportunidade de intensificar seus estudos e aprimorar a técnica da premonição. Évora morreu em avançada idade, mas deixou seus manuscritos para Cipriano, dos quais foram de grande proveito. Assim, o feiticeiro dedicou-se arduamente, e logo se tornou conhecido, respeitado e temido por onde passava.
A Conversão Cristã
Vivia em Antioquia a bela e rica donzela Justina. Seu pai Edeso e sua mãe Cledonia, a educaram nas tradições pagãs. Porém, ouvindo as pregações do diácono Prailo, Justina converteu-se ao cristianismo, dedicando sua vida as orações, consagrando e preservando sua virgindade.
Um jovem rico chamado Aglaide apaixonou-se por Justina. Os pais da donzela (também convertidos à fé Cristã) concederam-na por esposa. Porém, Justina não aceitou casar-se. Aglaide recorreu a Cipriano para que o feiticeiro aplicasse seu poder, de modo que a donzela abandonasse a fé e se entregasse ao matrimônio.
Cipriano investiu a tentação demoníaca sobre Justina. Fez uso de um pó que despertaria a luxúria, ofereceu sacrifícios e empregou diversas obras malignas. Mas não obteve resultado, pois Justina defendia-se com orações e o Sinal da Cruz.
A ineficácia dos feitiços fez com que Cipriano se desiludisse profundamente perante sua fé e se voltasse contra o demônio. Influenciado por um amigo cristão de nome Eusébio, o bruxo converteu-se ao cristianismo, chegando a queimar seus manuscritos de feitiçaria e distribuir seus bens entre os pobres.
Os Fantasmas
Em um capítulo de seu livro, Cipriano narra um episódio ocorrido após sua conversão:
"Numa noite de sexta-feira, caminhava por uma rua deserta quando se deparou com quatorze fantasmas. Essas aparições eram bruxas que imploravam ajuda. Cipriano respondeu-lhes que havia se arrependido de sua vida de feiticeiro, e que havia se tornado temente a Jesus Cristo. Logo depois caiu em sono profundo, e sonhou que a oração do Anjo Custódio o livraria daqueles fantasmas. Ao despertar teve uma breve visão do Anjo. Assim, auxiliado pela oração de São Gregório e do Anjo Custódio, esconjurou e livrou a alma atormentada das bruxas."
A Morte
As notícias da conversão e das obras cristãs de Cipriano e Justina, chegaram até o imperador Diocleciano que se encontrava na Nicomédia. Assim, logo foram perseguidos, presos e torturados. Frente ao imperador, viram-se forçados a negar a fé cristã. Justina foi chicoteada, e Cipriano açoitado com pentes de ferro. Não cederam.
Irritado com a resistência, Diocleciano ainda lançou Cipriano e Justina numa caldeira fervente de banha e cera. Os mártires não renunciaram, e tampouco transpareciam sofrimento. O feiticeiro Athanasio (que havia sido discípulo de Cipriano) julgou que as torturas não surtiam efeito devido a algum sortilégio lançado por seu ex-mestre. Na tentativa de desafiar Cipriano e elevar a própria moral, Athanasio invocou os demônios e atirou-se na caldeira. Seu corpo foi dizimado pelo calor em poucos segundos.
Após este fato, o imperador Diocleciano finalmente ordenou a morte de Justina e Cipriano. No dia 26 de Setembro de 304, os mártires e um outro cristão de nome Teotiso, foram decapitados às margens do Rio Galo da Nicomédia. Os corpos ficaram expostos por 6 dias, até que um grupo de cristãos recolheu e os levou para Roma, ficando sob os cuidados de uma senhora chamada Rufina. Já no império de Constantino, os restos mortais foram enviados para a Basílica de São João Latrão.

O Livro
O famoso Livro de São Cipriano foi redigido antes de sua conversão, mas o mistério que envolve a vida do Santo interfere também em seu livro. Uma parte dos manuscritos foi queimada por ele mesmo. A questão é que não se sabe quando, e por quem os registros foram reunidos e traduzidos do hebraico para o latim, e posteriormente levados para diversas partes do mundo.
No decorrer dos anos, o conteúdo sofreu alterações significativas. Houve uma adaptação de acordo com as necessidades e possibilidades contemporâneas; além da adequação necessária na tradução para os vários idiomas. Esses fatores colocam em dúvida a fidelidade das versões recentes, se comparadas às mais antigas.
Atualmente, não é possível falar do Livro, mas sim dos Livros de São Cipriano. As edições capa preta e capa de aço; ou aquelas intituladas como o autêntico, o verdadeiro, ou o único, enfatizam um mesmo acervo mágico central, e ainda exaltam o cristianismo e a vitória do bem sobre o mal. Porém, existem grandes diferenças no conteúdo. Enquanto alguns exemplares apresentam histórias e rituais inofensivos, outros apelam para campos negativistas e destrutivos da magia.
Num aspecto geral, encontra-se instruções aos religiosos para tratar de uma moléstia, além de cartomancia, esconjurações e exorcismos. A Oração da Cabra Preta, Oração do Anjo Custódio e outras da crença popular também são inclusas (Magnificat, Cruz de São Bento, Oração para Assistir aos Enfermos na Hora da Morte, etc.). Além dos rituais de como obter um pacto com o demônio, como desmanchar um casamento e da caveira iluminada com velas de sebo.
No Brasil, o Livro de São Cipriano é usado largamente nas religiões afro-brasileiras, e se tornou um "almanaque ocultista" de fácil acesso que se dilui na crendice popular. Há ainda os mitos que o cercam: muitos consideram ser pecado possuí-lo ou simplesmente tocá-lo.
De qualquer forma, o tema São Cipriano e tudo que o cerca, é um campo de estudo e pesquisa muito interessante para os ocultistas, religiosos e aventureiros.

O que é Verdadeiramente a Prosperidade?


Quando falamos em prosperidade, imediatamente pensamos na abundância em termos materiais ou físicos: ter dinheiro, ter relacionamentos, ter uma carreira promissora, ter amigos, ter isso e aquilo. Mas essa crença reflete a tendência inconsciente de que o valor da vida está na posse de recursos nos aspectos físicos e materiais. Esquecemos, porém, que para todo esse "ter" de fato significar prosperidade, depende também da qualidade da nossa relação mental, emocional e espiritual com esses aspectos materiais e da maneira como vivenciamos a vida material.
Podemos ter tudo, mas se não estivermos emocionalmente, mentalmente e espiritualmente equilibrados, sentiremos insatisfação. Isso nos leva a um conflito, afinal, se temos o que queremos, por que sentimos vazio e insatisfação? Quando não encontramos a explicação para esse mal estar, isso gera mais angústia, a qual tentamos, por sua vez, remediar buscando mais do "ter", que nos leva cada vez mais para longe daquilo que de fato pode nos fazer feliz. Afinal, não adianta tentar satisfazer no nível físico uma falta que está nos níveis internos.
Trabalhar de mau humor, triste, irritado ou cansado é muito mais desagradável e geralmente menos produtivo do que quando estamos minimamente satisfeitos ou motivados. Tudo parece ficar mais difícil, demorado e pesado. Portanto, a materialização do trabalho é muito mais fácil, tranquila e agradável quando estamos harmonizados. Sendo assim, fica mais fácil perceber que as conquistas materiais dependem de como estamos internamente, e que não precisam acontecer de forma dolorida, sacrificante ou extenuante, basta estarmos mais harmonizados internamente.
Isso não significa que cresceremos sem trabalho, esforço ou perseverança, mas podemos viver tudo isso com mais leveza e fluidez, sem tanta dureza, sem o tom de luta, e sim como uma brincadeira, uma aventura, algo a ser curtido e não a ser batalhado no sentido sacrificante. A prosperidade material é consequência da qualidade da prosperidade nos outros níveis e, portanto, o sentimento de bem-estar e os pensamentos positivos não podem depender apenas dos resultados externos."A prosperidade material é consequência da qualidade da prosperidade nos outros níveis e, portanto, o sentimento de bem-estar e os pensamentos positivos não podem depender apenas dos resultados externos."
Afinal, a construção da realidade material começa internamente. Ao deixarmos os pensamentos e os sentimentos desarmoniosos tomarem conta de nós, tudo o que fazemos, além de ficar mal, é tornar a vida material mais difícil.
"A prosperidade material é consequência da qualidade da prosperidade nos outros níveis e, portanto, o sentimento de bem-estar e os pensamentos positivos não podem depender apenas dos resultados externos."

Focando a Prosperidade...


Prosperidade remete ao movimento, à circulação, ao deixar ir para que o novo possa chegar e entrar em nossa vida. Se acumulamos, seguramos, nos apegamos e bloqueamos o fluxo saudável, ele pode ficar deficiente e desequilibrado. Muitas vezes não percebemos que é justamente a acumulação e o apego que nos fazem bloquear o movimento, seja na vida financeira, afetiva, social, familiar, etc.
Ser desapegado demais e não saber poupar ou reter o necessário é tão prejudicial quanto acumular, pois também desequilibra o fluxo. O problema é que tendemos a nos apegar e a acumular ou, no outro extremo, a nos desapegar demais negando certas coisas - seja em relação a dinheiro, roupas, pessoas, sentimentos, ideias - motivados pelo medo.
Queremos ter mais dinheiro com medo de um dia ele faltar, nos apegamos a um par afetivo, a uma amizade, a um trabalho que não amamos mais ou não nos faz bem, por medo de perder e não ter outro. Acumulamos coisas e pessoas por medo da falta e esse é um dos maiores bloqueios para a prosperidade, seja ela física, emocional, mental e espiritual.
O medo da escassez nos afeta emocionalmente, sendo alimentado pelas justificativas mentais que, ainda que totalmente plausíveis quando olhamos para o mundo lá fora, são apenas reflexos do medo que já carregamos e do medo em nível coletivo. Para piorar, ainda deixamos de lado a fé (não só a fé religiosa, mas a fé na vida!), que poderia nos ajudar a superar o sentimento de temor e os pensamentos negativos para confiar na vida e no fluxo. Assim, nos deixamos tomar pelo cenário da realidade do medo.
Nossa harmonia interna não precisa necessariamente estar condicionada às coisas externas, ainda que sempre seja afetada por elas. Nossa prosperidade começa a enfraquecer quando nos colocamos a mercê do referencial externo para manter a harmonia emocional, mental e espiritual. Dependemos das situações, coisas, pessoas e tudo que está lá fora para nos sentirmos bem e termos bons pensamentos. É claro que seremos sempre afetados pelo que está lá fora, porém, temos a escolha de continuar alimentando esses pensamentos e sentimentos gerados pelos cenários externos, ou direcioná-los de outra forma.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Causa e o Efeito...

Cuidado com a Causa e o Efeito...
Amor e ódio, luz e trevas, bem e mal, alto e baixo, etc, estão aí, à nossa volta e em nós mesmos, mas em estado potencial, só faltando a faísca que desencadeia todo o processo de vivenciação de um desses aspectos da criação.
Mas a Magia, como tudo mais, é regida pelas leis das causas e dos efeitos e das ações e reações, e aquilo que for ativado e projetado magisticamente retornará a quem ativou e projetou.
Logo, é só uma questão de tempo para o Mago da Luz ser inundado pela luz que ativou e projetou para os seus semelhantes, assim como é só uma questão de tempo para o Mago trevoso ser envolto e tragado pelas trevas que projetou contra seus semelhantes.
Portanto...
— A Magia Riscada da Luz só se ativa se houver amor no íntimo de quem recorrer a ela.
— A Magia Riscada invertida ou negativa sempre se ativa, mas se o íntimo de quem a riscar for maligno, maior será sua força destrutiva.
Portanto, os espaços mágicos e seus pólos são o que são: espaços e pólos mágicos.
Agora, quem irá ativá-los é que dará a eles funções positivas ou destrutivas e lógico vai colher os frutos do que plantou...

Entendendo a "Arte"

Muitos imaginam as bruxas como feiticeiras velhas e feias voando em cabos de vassouras ou atuando em ritos obscenos, integrantes de um culto maluco, basicamente preocupadas em amaldiçoar os seus inimigos através da perfuração de imagens de cera com alfinetes e carentes dos propósitos de uma verdadeira religião.
Mas a Feitiçaria é uma religião, talvez a mais antiga religião existente no Ocidente, nasceu há cerca de mais de 35 mil anos atrás.

A Feitiçaria retira seus ensinamentos da Natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e nos ciclos das estações.
Acredita-se que o homem começou a honrar a sua terra-mãe que lhe provia o sustento, isto na época de um resfriamento na crosta terrestre. Há muitos anos, nos primórdios da humanidade, grupos de caçadores seguiam as renas lépidas e os imprevisíveis bisões. Eles estavam armados, somente, com as mais primitivas armas, mas alguns entre os clãs eram especialmente dotados, "convocavam" as manadas até armadilha, onde alguns animais deixavam-se capturar.
Estes xamãs dotados entravam em harmonia com os espíritos dos rebanhos e, ao fazê-lo, percebiam o ritmo vibrante que inspira toda a vida, a dança da espiral dupla, o remoinho para dentro e para fora do ser.
Eles não exprimiam essa intuição intelectualmente, mas por imagens: a Deusa Mãe, aquela que dava à luz, que trazia para a existência toda a vida, e o Deus Galhudo, caça e caçador.
Os xamãs vestiam-se com as peles e chifres em identificação com o Deus e suas manadas; as sacerdotisas atuavam nuas, incorporando a fertilidade da Deusa.
A vida e a morte eram um fluxo contínuo; os mortos eram enterrados como se estivessem adormecidos em um útero, cercados por suas ferramentas e ornamentos a fim de que pudessem despertar para uma nova vida. Nas cavernas dos Alpes, crânios de grandes ursos eram fixados em nichos, onde liam os oráculos para guiar os clãs na caça.
No Ocidente, nos templos das grandes grutas do sul da França e da Espanha, os seus ritos eram realizados dentro dos úteros secretos da terra, onde as grandes forças antagônicas eram pintadas sob forma de bisões e cavalos, superpostos, emergindo das paredes da caverna como espíritos em um sonho. Em lagoas nas planícies, renas - suas barrigas cheias de pedras que encarnavam os espíritos dos cervos - eram imensas nas águas do útero da Mãe a fim de que as vítimas da caçada renascessem.
A dança espiral também era vista do céu: na lua, que mensalmente morre e renasce; no sol, cuja luz traz o calor do verão e, quando esta se vai, o frio do inverno. Registros da passagem da lua eram marcados em ossos e a deusa era mostrada a segurar o chifre do bisão, que também é a lua crescente.
Quando a terra começou a se aquecer novamente, alguns grupos se deslocaram para outras regiões, enquanto outros fixaram-se. Aqueles que possuíam poder interior aprenderam que estes aumentavam quando as pessoas trabalhavam juntas. À medida que os povoados isolados transformaram-se em vilas, xamãs e sacerdotisas uniram suas forças e compartilharam os seus conhecimentos. Os primeiros covens foram organizados.
Profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal, domesticaram a região onde anteriormente haviam praticado a caça, criaram carneiros, cabras, gado e porcos, a partir de seus primos selvagens. As sementes não eram somente coletadas; elas eram plantadas, para crescerem no local do assentamento.
O Caçador tornou-se o Senhor dos Grãos, sacrificados quando da colheita no Outono, enterrados no útero da Deusa para renascer na primavera.
A Senhora das Coisas Selvagens tornou-se a Mãe da Cevada e os ciclos da lua e do Sol determinavam as épocas para semear e colher e soltar os animais no pasto.
Descobriu-se que certas pedras aumentavam o fluxo de energia. Eram colocadas em pontos adequados em grandes fileiras e círculos que marcavam os ciclos do tempo.
O ano tornou-se uma grande rosa dividida em oito partes: os solstícios e equinócios e, nos quadrantes entre estes, os dias onde grandes festas aconteciam e fogueiras eram acesas. A cada ritual, a cada raio de sol e da lua que atingiam as pedras nos períodos de energia, a força aumentava. Elas se tornaram grandes reservatórios de energia sutil, portais entre os mundos do visível e invisível.
No interior dos círculos, ao lado dos menires e dólmens e galerias escavadas, as sacerdotisas penetravam nos segredos do tempo e na estrutura oculta do cosmo.

Quem Somos...

Quem somos?
Somos uma ramificação da “Bruxaria Moderna”, nosso lema comportamental é: ("faze o que tu queres, há de ser o todo da Lei"), ligeiramente modificado como "se a ninguém prejudicares, faze o que desejares", firmando assim as bases de uma nova crença.
Nosso principal intuito é trazer ao conhecimento de todos os feitos realizados por São Cipriano.


O Início da Bruxaria Tradicional
Não iremos falar sobre a idade da pedra, de como o homem acendeu sua primeira fogueira e que isto tenha sido o primórdio da Bruxaria, podemos até entender o momento mágico no qual mudou a sociedade naquele momento, mas sem a visão poética dizemos que isto foi evolução, tal como no campo da teologia o desenvolvimento das crenças nos elementos da sociedade perante as forças da natureza, na relação da caça e plantio com o Sol, com a Lua, com o ciclo das Chuvas, e subsequente na personalização em Deuses.
Devemos entender que todos esses fatos são apenas princípios de crença, uma realidade que nos levou ao entendimento do que é espiritualidade e de como esse fenômeno chegou aos nossos dias atuais.
Ter conhecimento de crença ou mítico não lhe faz um bruxo, saber da sua sacralidade não lhe faz um bruxo, isto o torna um ser espiritualizado, mostra que acredita que existe algo maior do que suas próprias pegadas na terra, mostra interação com o princípio mágico/ religioso e como lida com essas questões dado ao mundo invisível (oculto).
A prática de crença é diversa, desde contemplação até rituais complexos, formando diferentes percepções de visão de mundo, derivando as questões antropológicas que remetem ao folclore, o desenvolvimento mitológico, costumes e práticas religiosas.
Temos visto muitas afirmações tal como o poder feminino ao qual o homem usurpou, esta argumentação do poder espiritual é defendido por décadas pelo neo-paganismo, porém a história, tem nos mostrado que os impérios matrifocais são basicamente míticos, que a maioria dos relatos registrados são da realização masculina, impérios e civilizações tendo homens no poder, isto esta na história, não se trata da briga entre os sexos e muito menos base de culto para nenhuma senda centrada nas questões espiritualistas.
Existem alguns poucos mitos, que mencionam que o poder espiritual estava na mão de uma determinada deusa e depois passou a ser de um deus, tal como também temos algumas narrativas de deusas passaram a dominar alguma situação, este talvez seja o mais fabuloso entendimento da mitologia, as relações de troca, de mudança, de aprendizado e que o valor consiste nas funções e energias e não nos atributos fisiológicos.
Também devemos entender a não nos basearmos em apenas um mito para afirmarmos que a mulher era a passiva e dona do lar e o homem sempre o caçador e guerreiro, temos que entender como cada continente, cada sociedade e cada momento na linha de tempo demonstram essas relações, exemplos mitológicos? Vamos a eles, para alguns Ogum foi quem criou a agricultura, para o judaísmo foi Abel, para os historiadores teses baseadas nas sociedades coletoras e assim por diante.
As sociedades rurais, as que lidavam com a terra, são muito amplas, para algumas o homem deve plantar e a mulher colher, tal como o rito sexual, e isto acontece devido aos procedimentos e entendimentos religiosos presentes e passados de geração a geração, isto chamamos de ancestralidade do conhecimento, o conhecimento por si só é apenas o repassar desses relatos, quando entramos na parte prática, que chamamos de vivência do mito, da vivência do conhecimento, ai sim temos o tão grande contento transmutador que chamaremos de sabedoria.
A sabedoria não nasce pura e simplesmente tal como um estralo, ela nasce da vivência do conhecimento, ter conhecimento do termo sabedoria não lhe torna sábio, se assim o fosse bastaria escrever um livro de nome sabedoria para se tornar um sábio! Isto a nós parece bem óbvio! De igual forma todos buscamos uma peregrinação d´alma, um caminho sábio, o que nos remete consideravelmente por um caminho ancestral, a um caminho mítico, a jornada do louco no Tarô, e nessa busca sempre chegaremos a algumas etapas, o auto conhecimento, o entendimento da jornada e o objetivo; no objetivo também encontraremos um fator comum, para nós espiritualistas encontrar a Deus ou Deuses e nos unirmos a eles, alguns ainda encontrarem a divindade interior que os aproximem da figura objetivo.
Na Bruxaria Tradicional não poderia ser diferente, ela segue uma peregrinação baseada em sua ancestralidade, primeiramente ligada ao conhecimento passado, de mestre a aprendiz, seja homem ou mulher, aliás a Bruxaria Tradicional não se perde na briga dos sexos, não evoca o poder feminino, ela evoca o poder da natureza em seus múltiplos ciclos. O poder ancestral de sua própria natureza, ou seja, aqueles que vieram e deixaram seu legado.
Ninguém nasce sabendo, pois tudo é aprendizado, a cada passo, nenhum homem nasce completo tal como nenhuma mulher nasce pronta, isto vai contra a natureza sexual dos gêneros, isto vai contra as leis naturais, tanto o homem, quanto a mulher são peregrinos de igual forma e o chão pisado seja este florido ou ensanguentado, e este caminhar dentro de uma trilha específica (religiosa) é o que chamamos de jornada, de peregrinação na Bruxaria Tradicional.
Quando falamos em Bruxaria focamos nos mitos europeus, na saga de Thor e Loki, de Hades e Perséfone, de Lugh e Morrighan, estas mitologias fazem parte da visão de mundo na qual a Bruxaria nasceu, estas são as provas ancestrais de um caminho antigo e sagrado, preservados tanto na mitologia como nas crenças populares, que embora mesmo com as distorções cristãs sobrevivem no imaginário e nos relatos acadêmicos.
Não entraremos nas questões da igreja católica e nem no protestantismo, pois estes não falam propriamente sobre bruxaria, apenas marginalizam toda sociedade que desafia seus preceitos religiosos dando aos mesmos não o direito de escolherem serem chamados de bruxos, mas os enfiando garganta abaixo o que eles acreditavam como culto do demônio, um significado que foge totalmente a base pagã, portanto um bruxo na visão cristã foge totalmente a definição original da palavra.
Bruxaria deriva exclusivamente do Paganismo, embora o termo bruxariaS (1) advenha do Catolicismo, sendo assim um mal cristão pode fazer bruxarias e assim receber o título de herético pelas leis de Roma.
Conclusão
Temos colocado em discussão alguns conceitos que vem sido seguidos sem nenhuma investigação cientifica, por vezes colocado como um dogma, por vezes afirmações genéricas diante de casos históricos específicos, e por vezes um redirecionamento dos fatos por conta de crenças pessoais de autores de livros de entretenimento. A questão principal nos leva sempre ao estudo, respeitando as diferentes visões religiosas, porém abrindo o dialogo para outras fontes de estudo. Temos visto também grande influência moderna nas questões do feminismo, filosoficamente coesas, entretanto fogem aos estudos históricos acadêmicos, com isto deixamos claro que não discutimos crenças individuais, mas que devemos e podemos ser mais amplos do que temos visto, saindo dos cabrestos e nos tornando mais que crentes, nos tornando estudiosos e seres pensantes das crenças que buscamos seguir.